Diário de Bordo 04/05 – Domingo – Dia de reparos nas “Onças”, churrasco e festa pra esperar a segunda!

No início do quarto dia, quase todos os carros necessitavam de reparos, alguns com ferimentos mais sérios e outros mais leves.

Toyota Bandeirantes – Busão do Aroldo: quebra do cardan e ponteira de direção;

L-200 – Werismar: Queimou a junta do cabeçote;

Toyota Bandeirantes de Natal: Manutenção leve;

Vitara do Arthur: Retirada do prolongador da suspensão dianteira;

F-75, Fubica do Digão: Ajuste do diferencial traseiro e troca de pastilha;

Azulão: Troca de bucha do estabilizador e troca de engrenagem da redução quebrada.

Todos os serviços foram feitos na oficina do amigo do Digão, JPLocadora, do Jocelmo Menezes, conhecido como J, que cedeu espaço e funcionários para que tudo o que fosse preciso.

Parte da galera que tinham reparos menores, seguiram viagem para Uruará, fazendo com que o deslocamento se tornasse mais rápido com menos carros.

Recebemos apoio ainda do Takai do Jeep Clube de Altamira que levava a turma pra comprar peças e agilizava tudo o que era preciso.

Enquanto eu estava deitado embaixo do Azulão, triste, vendo o estrago, a galera se reuniu e transformou toda aquela bagunça de oficina e peças em risadas, fazendo um churrasco regado a claro, cerveja gelada, e é esse o espírito do Amigos do Jipe, união em qualquer situação.

Mais tarde, fomos para a casa da Raimunda e do Cláudio que são irmãos do Zé Carlos, já que era domingo e não teríamos mais nada a fazer na oficina, e peças só iríamos conseguir na segunda-feira.

Fomos muito bem recebidos e a festa continuou com mais churrasco, cerveja, música e até banho de mangueira.

Agora era esperar a segunda pra tudo se resolver!!!

Diário de Bordo 03/05 – Travessia do Rio Xingu e chegada em Altamira

Todos ansiosos para encontrar o restante da turma e agrupar o comboio, levantamos cedo.
Cotonete e Werismar saíram para buscar a bateria e seguiram para Novo Repartimento sem nos avisar. Mais uma vez, a falta de comunicação….!
Quando estávamos quase chegando na entrada da cidade o Azulão ficou sem freio. Rodamos até encontrar a turma na BR em frente ao Hotel Colina, na saída para Altamira.
Todos reunidos, viram que Azulão tinha quebrado o tubo do freio traseiro.

As 10:20 hrs pegamos estrada para Altamira.

Por volta de 11:30 fizemos uma parada, pois, vimos que Digão com sua F-75 Fubica e Portela com sua Engesa Lobo Guará, não tinham se agrupado ao comboio.

Digão estava apenas andando devagar, não era nenhum problema, mas Portela, não sabíamos, pois, ele não tinha rádio e o celular dele não atendia.

Enquanto comíamos uma carne e tomávamos uma gelada pra esperar Portela, recebemos a notícia através de um motoqueiro, que Portela estava quebrado e ainda em Novo Repartimento.

O que aconteceu na verdade, foi que, quando comboio saiu ele havia pedido um almoço que tinha acabado de chegar na mesa, e disse pra turma que era para seguir viagem que nos apanharia. Mas, parece que quando foi arrancar para sair, sua Engesa engrenou a 5ª marcha ocasionando a queima do disco de embreagem.

Seguimos então para Altamira, mais pra frente, tivemos que fazer uma parada rápida porquê a L-200 furou o pneu que foi trocado mais pra frente em Pacajá.

A Toyota Band teve uma entrada de ar no sistema, que também foi resolvido rapidamente.

Vimos pelo caminho, como nosso Brasil está ”jogado fora”!!1 As cidades sem rede de esgoto, a pobreza impera no interior e parece que passa despercebido.

Ficamos horas para atravessar o Rio Xingu onde a lei é do mais forte, ou, vamos dizer assim, do caminhão maior. Duas horas de fila para uma travessia de 15 min. A balsa para porquê os caminhões não conseguem sair dela e nem sempre o trator está lá para puxá-los, pois, tem apenas um trator para puxar dos 2 lados.

Até o capetinha puxou uma carreta prá tentar liberar a balsa rápido (o vídeo já foi até postado aqui na página). Balsa liberada, travessia feita, comboio agrupado, passamos todos de uma vez!

Vimos de perto a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de ser noite, parecia uma cidade gigantesca.

Chegamos em Altamira por volta de 21:10 e em função do crescimento populacional por causa da obra da Usina, os preços estão nas alturas, a começar pela gasolina a R$3,45 o litro.

Paramos prá dormir em um posto na entrada da cidade e alguns optaram por ir pra um hotel na orla.

E que venha mais um dia ….

 

 

Diário de Bordo 02/05 – Reparos nas “Onças”

Acordamos por volta de 7:30, levantamos acampamento em Roça Comprida e fomos rumo a Breu Branco, encontrar o restante da turma que tinha ido dormir lá.

Estrada de terra ruim, muito buraco, cheio de costelas, muita lama e claro, muita chuva.

Ao longo do deslocamento para Breu Branco, tivemos que fazer uma parada para amarrar o bagageiro do Willys do Goianinho que havia quebrado. Bagageiro amarrado, seguimos viagem.

A estrada era quebradeira total, muito ruim, até cairmos na 230 onde pegamos asfalto e juntamos com o restante do grupo que havia seguido viagem na noite anterior.

Grande parte dos veículos, necessitavam de reparos:

F-75 – Fubica do Digão: Esticar correias;

SR5 – Ogrinho do Ogro Anderson: Estojo e roda livre quebrada;

Toyota Bandeirantes de Natal: Esticar correias;

Azulão: Queima de fusíveis e aterramento da solenóide do guincho;

L-200 do Werismar: Cilindro de embreagem e alternador;

Land 90 – Jaburu do Batalha: conserto de pneu.

Foi combinado então que parte do grupo iria para Tucuruí procurar um local para acamparmos enquanto Azulão ficou aguardando o conserto da L-200 junto com a Bandeirantes da dupla Aroldo e Nazareno.

Enquanto esperávamos a L-200 ficar pronta, recebemos a notícia de que o grupo seguia para Novo Repartimento sem prévia comunicação, fugindo do combinado que era seguir pelo ramal que liga Tucuruí até Pacajá (PA).

Chegamos em Tucuruí já a noite e soubemos que Monstro do Cotonete havia ficado em Tucuruí com problemas no alternador.

Paramos, a L-200, a Band Busão e Azulão para comer um bom filé de Tucunaré às margens da Represa da Hidrelétrica de Tucuruí e tomar aquela gelada (também somos filhos de Deus) !
Foi quando então decidimos que não seguiríamos viagem à noite para esperar o Willys Monstro do Cotonete ficar pronto.

Enquanto estávamos jantando, algumas pessoas que estavam lá, nos avisaram que haviam encontrado um grupo grande de jipeiros parados pelo caminho e que havia um Willys com a roda caída.

Quando conseguimos comunicação com o grupo, ficamos sabendo que o Willys do Goianinho havia quebrado o semieixo traseiro, soltado a roda na Transmatupá, estava sendo rebocado até Novo Repartimento e seguiria para Altamira no reboque.

Fomos encontrar com Cotonete que ainda estava no eletricista, pois, havia resolvido fazer a substituição do alternador.

Dormimos em Tucuruí e ficamos de encontrar com a turma em Novo Repartimento no dia seguinte!

 

 

01/05 – Travessia de Balsas, Ramal do Piroca e chegada a Breu Branco

10157201_1484479731766060_3004889612754254969_n 10173744_1484486261765407_178901188872931777_n 10268496_1484481708432529_1089231365663489012_n 10297893_1484481885099178_5343387366965947301_n 10308324_1484486205098746_8713486060913055812_n 10325348_1484486235098743_2063393318168786772_n 10329219_1484481895099177_8992246665897403184_n Como havia sido combinado, iniciamos o deslocamento rumo a balsa faltando apenas 3 veículos, sendo 2 do pessoal do Nordeste e um o Digão com sua”Fubica” (F-75) que ficou para trás para dar apoio aos participantes que estavam atrasados.10155257_1484486425098724_6201293141682894278_n

Como prevíamos, conseguimos pegar a Balsa do Porto de Arapari as 7:05 e a travessia durou cerca de 01 hora.

Seguimos sentido a próxima Balsa para travessia do Rio Miri, onde ficamos aguardando na fila da balsa os participantes que estavam atrasados.

Comboio agrupado, fizemos a travessia que durou cerca de 15 min. e seguimos rumo a próxima balsa para a travessia do Rio Meruu, travessia também bastante rápida.

Seguimos rumo a Baião -PA, onde tivemos que parar devido aquecimento do Willys da dupla Werismar e Nelmont, onde foi colocado água e seguimos em frente.

Grupo bastante animado, muitas fotos, todos curtindo o caminho, curiosidades dos lugares que passamos, muitos Amigos do Jipe que vamos fazendo por aí, até que o Willys do Werismar parou novamente, onde, dessa vez, foi detectado que uma espoleta do motor havia furado.

Rodrigo se propôs a puxá-lo, mas Digão com sua F-75 ” Fubica “, resolveu fazê-lo, e assim fomos até Baião.
Chegamos em Baião por volta das 14:00 hrs, onde o problema do Willys foi solucionado.

Ainda em Baião, o Willys “Monstro”, do Cotonete Rey, precisou também de alguns ajustes na bomba de combustível e cabo de vela, que também foi resolvido pelo nosso amigo Guerreiro (Isaac Malafaia).

Enquanto os veículos eram reparados, uma parte da galera foi para um igarapé na entrada da cidade se refrescar. Ficamos no igarapé até que todos os carros fossem reunidos novamente para que seguíssemos por um ramal que liga Baião a Breu Branco que é a PA – 151, chamado Piroca – nome do homem que é o dono das terras da região, de mais ou menos 170 Kms.

Entramos no ramal com a luz do dia e decidimos que iríamos rodar até Breu Branco.

Ao longo do ramal tivemos problemas com várias viaturas:

Azulão – Willys do Rodrigo – curto elétrico: ficamos sem tomada de força para carregar os equipamentos de navegação e todos os eletrônicos, portanto, sem GPS e sem radiocomunicador, (nesse momento, ainda tínhamos um HT de mão) pois tínhamos perdido a antena de PY em Ananindeua.

L-200 do Werismar e Lauro: Ficaram sem embreagem

Willys – Monstro do Cotonete: engasopô .

O Início do ramal era muito ruim, cheio de buracos nada de lama como era esperado e a medida que o tempo passava, o ramal ia se tornando “melhor”, mais molhado, alguns trechos com lama e tivemos até um pouco de diversão e brincadeiras no rádio.

Tivemos alguns imprevistos, pois, como o Azulão estava sem navegação e o ramal não tem indicativo de direção, o grupo começou a ficar impaciente, pois haviam muitas bifurcações e saídas no ramal.

Em todos os lugares que paramos para pedir informações, fomos muito bem recebidos, até porquê já passava das 22:00 horas, mas havia divergência de informações entre os próprios moradores, “carvoeiros” e “mateiros”. Como o grupo era grande, a comunicação começou a ficar difícil, até mesmo por que alguns participantes também estavam sem rádio. Os nervos começaram, a ficar a “flor- da- pele”, o ramal começou a ficar mais difícil, com grandes trechos alagados e profundidades variadas, trechos de areião e muitas erosões.

Na última parada em um vilarejo de carvoeiros para pedir informações, o cansaço era grande, todo mundo exausto, e foi aí que tudo desandou.

Parte do grupo começou a se dispersar. Uma pequena parte se distanciou do restante do gripo, inclusive o Azulão que estava sem comunicação alguma, pois, agora, até nosso HT de mão tinha acabado a bateria e tínhamos deixado no carro do Arthur pra carregar, devido aos problemas elétricos do Azulão.

Na última comunicação feita com nosso amigo Nazareno, ele disse que poderíamos seguir, pois, o grupo estava rodando junto.

Chegamos em Roça Comprida 00:30, apenas o Azulão e o Goianinho e algum tempo depois, conseguimos comunicação com grupo através do rádio do Goiano, onde avisamos que estávamos aguardando na área da Sra Elieuda e Sr. Sango que nos receberam muito bem, cedendo espaço para acamparmos, inclusive com estrutura de banho e área suficiente para todos.

Parte do grupo que ficou para trás, chegou um pouco exaltada, o que já era esperado devido ao cansaço e tempo de estrada e resolveram seguir até Breu Branco que ainda estava a 40 kms de estrada muito ruim, e outra parte resolveu ficar mesmo acampada em Roça Comprida para seguir estrada no outro dia, até porquê nosso amigo Werismar já tinha rodado quase 100 kms na lama, sem embreagem.

Achamos justo ficar com eles e Rodrigo achou perigoso que o grupo seguisse em frente, mas, eles optaram por seguir assim mesmo.

Ficou combinado então, de nos encontrarmos em Breu Branco no dia seguinte, para revisão das viaturas, já que 90% precisaria de reparos, mesmo que pequenos.

Como disse nosso amigo do Jpx “Sargento”, o Marcelo:
” É muita onça junta….!!!! “

Diário de Bordo 30/04 – Dia do Briefing

E aí galera, vamos dar início ao nosso diário de bordo:

Foi dado o briefing dia 30 a noite onde quase todos participantes estavam presentes, onde definimos alguns itens e procedimentos da viagem, inclusive, definindo o horário de saída para deslocamento para a balsa as 4:00 hrs da manhã devido ao feriado. Dos participantes de Natal, apenas 2 participaram do briefing, já que os outros ainda não haviam chegado e aguardavam ainda a chegada de seus jipes (Vitara e Toyota Bandeirantes que estavam vindo de caminhão).