Diário de Bordo 05/05 – Grupo dividido: parte da turma seguiu para Uruará; outra parte permaneceu reparando as viaturas

Pela manhã, mais uma parte da galera que tiveram os carros prontos, seguiram para Uruará, ficando apenas aqueles que tiveram ferimentos mais graves.

O tempo ia passando e eu preocupado com o cronograma que já estava atrasado.

No fim do dia, já noitinha, o restante dos jipes ficaram prontos. Quando fomos sair, percebi que o Azulão estava reduzido, independente de mexer na alavanca de redução. Vimos então que a engrenagem havia sido montada invertida. Rapidamente, paramos o carro e resolvemos o problema.

Digão que havia saído um pouco antes e nos esperava na saída da cidade, teve um pequeno problema com a correia dentada da Fubica que havia pulado.

Na minha cabeça, só passava que Altamira não queria nos deixar ir embora.

Mas, as 22:45, pegamos estrada para Uruará e ficamos aguardando o Digão que estava de novo na oficina já no caminho, pois, o cardan da Fubica havia sido montado errado.

Enquanto esperávamos, o jornalista Odair Oliveira da Rede Tv de Altamira que havia me entrevistado e feito uma matéria sobre a Expedição mais cedo, aguardava pacientemente para filmar nossa saída e finalizar a matéria que havia iniciado conosco.

O carro do Digão se juntou ao grupo e resolvemos seguir viagem àquela hora, mesmo com chuva, essa que nos seguia durante toda a viagem, nossa fiel seguidora.

00:20, mal nos deslocamos, ouvimos Goianinho avisar pelo rádio que o semieixo havia quebrado de novo.

Naquela altura do campeonato, mesmo todos querendo que ele continuasse, principalmente eu, por ser um amigo particular, a coisa mais sensata fazer era abandonar a Expedição.
Ficou uma interrogação no ar, todos, tentando entender o que havia acontecido novamente, com o mesmo semieixo.

Chamamos um guincho. Goianinho muito chateado, desanimado e nosso amigo Takai, mais uma vez deu um suporte levando Goianinho pra um hotel para que no dia seguinte ele voltasse a sua cidade de origem: Macapá.

Restaram apenas então nesse trajeto: Azulão, Ciborg (Bandeirantes), L-200, Fubica

( F-75), Busão (Bandeirantes) e Lobo Guará (Engesa).

Seguimos debaixo de muita chuva, sentido a Medicilândia, onde nesse trajeto a L-200 virou a correia do ar condicionado.

Nessa altura, brincávamos que haviam costurado a boca do sapo e enterrado na saída de Altamira, que por sinal está totalmente destruída, abandonada, com uma inflação nas alturas, extremamente abusiva, uma cidade de faroeste, sem lei.

Prosseguimos viagem até Medicilândia onde dormimos com muita chuva, pra seguir no outro dia!

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