Diário de Bordo 11/05 – Balsa rumo a Almeirim – Dia das mães

Acordamos cedo e a balsa ainda não estava lá.

Pouco depois, o dono da balsa Jesus Goes chegou, disse que havia tido problemas mecânicos e que precisava de bateria pra funcionamento da balsa.Ogro (Anderson) providenciou a bateria e Jesus se mandou de volta para a balsa.

A galera se animou rapidamente e começou a arrumar as coisas para levantarmos acampamento, aproveitando esse tempo inclusive para lavar as roupas e deixar tudo organizado. Nesse meio tempo, percebemos a roda do Monstro meio torta e vimos que havia necessidade de levantá-lo pra ver o que era. Verificamos que era apenas reaperto do rolamento de roda.

A preocupação com Nelmont continuava, pois, ele não havia aparecido conforme combinado com o grupo. Continuamos aguardando até porque Jesus era amigo de Nelmont e não pretendíamos sair de lá sem ele. Perguntamos ao Sr.Francisco se havia algum morador que tivesse moto, disponibilidade e pudesse refazer o percurso que havíamos feito, atrás de notícias do Nelmont.

Conseguimos um rapaz, abastecemos sua moto ele então retornou com instruções de, se necessário, seguir até Monte Alegre e encontrá-lo. A galera começou a ficar impaciente e meio “puta”, se preparavam para embarcar os carros na balsa, pois, se chovesse o embarque se tornaria muito complicado e arriscado.

As horas se passavam, nenhuma notícia do motoqueiro e nem do Nelmont. As 14 horas, os carros foram embarcados, conversamos com Jesus e decidimos que ficaríamos mais duas horas aguardando Nelmont. Como diz no regulamento, esperaríamos 24 horas e já estávamos por muito mais tempo aguardando e nada do motoqueiro e do Nelmont.

Naquela altura, o regulamento já não valia mais nada! Alguns participantes foram conversar com os moradores e deixar o dinheiro do motoqueiro conforme havia sido combinado pelo trabalho dele de ir atrás do Nelmont, e conforme combinado, partimos as 16 horas.

Fomos em direção a Almeirim e no trajeto, muita foto, visual maravilhoso, galera empolgada, pôr do sol, cachaça e churrasco na balsa. A lua estava maravilhosa, arrumamos uma corda e um balde pra tomarmos um banho de rio, galera foi armando as redes e se preparando, pois, iríamos dormir na balsa e pra variar algumas discussões como aconteceu algumas vezes durante todo o trajeto, pois, muitas cabeças pensantes, com opiniões das mais diversas.

Não podemos esquecer que que dia hoje, 11/05 é dia das mães, passamos o dia todo sem sinal, e por volta das 20:00, conseguimos, em plena balsa no Rio Amazonas, sinal no celular…momento de pura emoção, onde cada um conseguiu falar com sua mãe ou as mães com seus filhos que estavam longes!

Conversei com Jesus e decidimos que não iríamos descer os carros a noite. Ele ancoraria a balsa numa madeireira a 6 kms de Almeirim e poderíamos descer os carros com tranquilidade durante a manhã. Ele então continuou a navegação e ao invés de parar onde havia sido combinado, parou no centro da cidade (o rio estava cheio e a cidade estava alagada por causa das chuvas), e ficou uma interrogação, todos ficaram sem entender porque ele saiu do combinado. Na verdade, deve ter sido a “marvada da cachaça” !

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