Diário de Bordo 12/05 – Stress, cansaço, desmaio, travessia para Laranjal do Jari …

A balsa partiu cedo para um outro local onde desceríamos os carros. A galera estava atordoada pela noite anterior, ansiosos para descer logo e partir em direção a Monte Dourado.

Aos poucos os carros foram descendo em direção ao centro de Almeirim pra tomar café, reabastecer os carros, comprar gelo e, claro, cerveja.

Percebi que o Azulão necessitava passar no eletricista pois, o alternador deu sinais de falha. Jaburu (Batalha e Malafaia) me acompanharam até o eletricista que era em um local um pouco afastado do centro. Ao chegar no eletricista, nos deparamos com dois cidadãos se degladiando com um facão em um campo de terra.

Batalha e Guerreiro (Malafaia) voltaram para encontrar o restante do grupo e eu fiquei dando uma carga extra na bateria e percebi que era apenas um fio solto do alternador.

Retornei ao centro pra procurar o grupo e já não encontrei mais ninguém e como estava sem rádio não conseguia comunicação com a turma, ficando sem saber então se haviam seguido para Monte Dourado. Dei mais uma volta na cidade pra ver se encontrava alguém, porém, sem sucesso.

Resolvi então seguir e fui perguntando na saída da cidade se haviam visto uns jipes passando e fui seguindo os rastros pela estrada, puto, porque mais uma vez, o grupo seguiu na frente e sem prévia comunicação.

Rodei durante um longo trecho até que em um entroncamento, encontrei minha zequinha Márcia Andrade à minha espera. Márcia então me relatou que o grupo estava à procura de um igarapé pra tomar banho, mas foram seguindo e o igarapé nunca chegava. Ela estava no carro junto com Batalha e Malafaia que não estavam de acordo como comportamento do grupo de seguir em frente sem comunicação e além disso, os três no carro era complicado. O grupo seguiu sentido Monte Dourado e ela resolveu me aguardar.

Depois de muito tempo rodando, conseguimos alcançar o grupo no igarapé e apenas parei pra pegar nossas mochilas que estava em outro carro junto com a motosserra e seguir viagem. A galera saiu logo atrás, mas não esperei; parei um pouco a frente pra completar o tanque, pois, nem isso havia feito em Almeirim, e nesse momento, reagrupamos.

A estrada estava muito ruim e com ela nossa sempre fiel escudeira, a chuva. Alguns carros aquecendo devido a lama, e foi assim até chegarmos a Monte Dourado onde paramos em um posto de gasolina e descobrimos por acaso, que era ali que Nelmont morava (mas, ele não estava lá).

Alguns, ficaram jogando uma água no radiador e nós seguimos para a balsa com Digão, onde atravessaríamos para Laranjal do Jari. Resolvemos comer alguma coisa enquanto a turma chegava. Senti um mal – estar e comecei a suar frio, deixei o prato, mudei de mesa e não lembrava de mais nada.

Mais tarde, a Márcia me disse que desmaiei, me colocaram em um táxi e ela estava indo comigo para o hospital local, quando acordei assustado perguntando onde estava e o que tinha acontecido. Disse a ela que estava bem e que não precisava ir para o hospital, mas quando levantei, senti novamente uma tonteira. Márcia disse que olhou minha pressão que estava muito baixa, só sei que Digão colocou o Azulão na balsa e fiquei no carro com Ogro Anderson e dormi.

Atravessamos para Laranjal do Jari, já no Estado do Amapá e a turma resolveu dormir por lá pra seguir viagem no outro dia. Ogro Anderson queria na verdade que eu procurasse um médico, mas achei melhor dormir e descansar. Penso que todo o cansaço e estresse dos últimos dias possam ter sido grandes contribuintes para meu mal-estar.

Como Digão conhecia bem a cidade por morar em Macapá, nos levou para um hotel e conseguiu que todo o grupo se hospedasse no mesmo local.

A turma saiu para jantar e eu fui descansar. Nosso destino estava bem próximo!!!

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