Diário de Bordo 13/05 – Balneário Hiara, Cachoeira do Papagaio, acampamento…Macapá estava bem mais próximo!!!

Pela manhã a turma saiu pra comprar mantimentos e bebidas. Eu estava um pouco aéreo pelo mal-estar sentido no dia anterior.

A galera estava animadíssima, pois, Digão havia dito que tinha um igarapé muito bom onde poderíamos relaxar um pouco, pois era isso que eu estava precisando e acredito que todos estávamos.

Seguimos pela estrada ruim, pra variar e com a nossa companheira chuva sempre dando sinal de vida. O bom foi que após sairmos de Santarém não tivemos mais problemas com as “Onças” (como diz nosso amigo Marcelo do Sargento JPX).

Chegamos no igarapé Recanto da Hiara que era 3 kms saindo da estrada principal. Um lugar lindo, com uma infraestrutura muito boa, quiosques, restaurante, banheiros e uma água incrivelmente cristalina onde todos se divertiram brincando como crianças. Pra completar, uma arara vermelha por nome de Ana que além de linda era beijoqueira.

Ficamos tomando cerveja e comendo tira-gosto até que Digão disse que mais à frente no caminho, havia uma cachoeira muito bonita, onde poderíamos acampar, sendo que, minutos atrás, havíamos combinado que aproveitaríamos o restante do dia no Recanto Hiara e dormiríamos por ali para seguirmos viagem no dia seguinte.

Como sempre, tudo o que era combinado em um minuto, no minuto seguinte já era mudado, pois, uma parte da galera mais apressada, queria seguir viagem e acharam que, já que já tinham nadado, comido e bebido, não tinham mais nada para se fazer ali o resto da tarde e que então deveriam seguir viagem.

Contrariado, seguimos até a próxima cachoeira. Todos os carros super bem, sem problemas, algumas brincadeiras pelo rádio, a estrada continuava ruim até quando chegamos na entrada do ramal que levava a Cachoeira do Papagaio. O ramal foi bem tranquilo e chegamos lá por volta de 16 hrs. A galera desceu dos carros e estranharam um pouco, porque, além de não haver espaço físico para armar acampamento, não gostaram do local, pois, pelo que víamos do tempo, iria cair muita chuva mas, como estávamos ali, descemos por uma trilha fechada e escorregadia e nos deparamos com uma bela queda d’água e uma laje enorme, onde conseguíamos acesso por detrás da queda d’água.

Aí, a euforia foi geral e a maioria caiu na água. Quando retornamos aos carros, novamente o humor da galera mudou ao saber que teríamos que rodar uma média de 30/40 kms até acharmos um lugar para acampar. Foi nesse momento que parte da turma começou a discussão do porquê não ter ficado no recanto da Hiara onde tínhamos toda estrutura.

Eu, já cansado de tudo isso, nem me metia mais no meio dessas discussões, apenas queria chegar em Macapá. E até esse momento, onde estava Nelmont com a Engesa do Lobo Guará? Ninguém sabia…! Saímos novamente na estrada principal, Cotonete decidiu que não seguiria até o próximo vilarejo onde armaríamos acampamento, pois, achava melhor rodar apenas uns 5 kms até um restaurante por onde havíamos passado e dormir por lá, do que 30/40 pra frente como a turma queria.

O grupo seguiu viagem por mais ou menos uma hora e meia numa estrada com bastante lama e dessa vez ao invés da chuva que nos acompanhava sempre, tivemos uma lua fantástica como companheira até o vilarejo.

Armamos acampamento e como sempre, churrasco, cerveja e muita risada, sem esquecer de falar no nosso churrasco de turbina, onde temperávamos picanha ou maminha que era enrolada em papel alumínio, amarrada na turbina e ia assando ao longo do trajeto e a dessa noite foi a melhor de todas.

A lua apenas nos contemplou por um tempo esse despediu dando lugar novamente a nossa fiel companheira, a chuva! Fomos dormir ansiosos, na certeza de que, se tudo desse certo, na próxima noite já estaríamos em Macapá!

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